Para refletir!

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome". Mahatma Gandhi

Julgamentos

Havia numa aldeia um velho pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco.
Reis ofereciam quantias fabulosas pelo animal, mas o homem dizia:
- Senhor, este cavalo não é um cavalo qualquer.
Ele é meu companheiro – meu amigo.
E como pode se vender um amigo?
O homem era pobre, porém, jamais o vendeu.
Numa dada manhã, o cavalo sumiu.
A aldeia inteira se reuniu e as pessoas disseram:
- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!
O velho respondeu:
- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais onde deveria. Este é o fato. O resto é julgamento!
Se é uma desgraça ou uma benção, não sei. Quem pode saber o que vai ser?
As pessoas riram do velho. Elas sempre julgaram que ele era um pouco maluco.
Quinze dias depois, numa noite, o cavalo voltou.
Ele não havia sido roubado, tinha fugido para a floresta. E não apenas isso: Trouxe consigo uma dúzia de cavalos selvagens.
O povo da aldeia então disse ao velho:
- Você estava certo. Não se tratava de uma desgraça; na verdade, provou ser uma benção.
O velho falou:
- Novamente vocês estão se adiantando. Apenas digam que o cavalo está de volta. Se é uma benção ou não, quem sabe?
Desta vez as pessoas não podiam dizer muito, mas anteriormente pensaram que ele estava errado. Afinal, lindos cavalos tinham vindo...
O velho pediu então para que seu único filho treinasse os cavalos selvagens.
Apenas uma semana depois, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas.
Novamente as pessoas se reuniram e julgaram. Elas disseram:
- Você tinha razão novamente, foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas e na sua velhice ele seria seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.
O velho disse:
- Vocês estão obcecados por julgamentos. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou numa guerra e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar.
Somente o filho do velho foi deixado para traz, pois estava machucado.
A cidade inteira chorava, lamentando-se, porque sabiam que era uma luta perdida e que a maior parte dos jovens jamais voltaria.
Elas vieram até o velho e disseram:
- Você tinha razão velho. Aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar machucado, mas está com você. Nossos filhos se foram e não sabemos se irão voltar.
O velho disse:
- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos entraram para o exército e o meu não . Somente Deus, sabe se isso é uma benção ou uma desgraça.

Moral da história:
Não julgue, pois jamais se tornará um com a totalidade. Você ficará obcecado com fragmentos e tirará conclusões a partir de coisas pequenas. Quando você julga, deixa de crescer.
Julgamento significa um estado mental estagnado. E a mente sempre deseja julgar, pois estar em progresso é sempre arriscado e desconfortável.
Na verdade, a jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina, outro começa; uma porta se fecha, outra se abre. Você atinge um cume e sempre surge outro mais alto.
Deus é uma jornada sem fim.
Autor desconhecido
Ouça na íntegra o Programa exibido em 01/03/10!
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