Para refletir!

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome". Mahatma Gandhi

Jesus Cristo

Naquela comunidade de franciscanos, frei Teófilo era o responsável pela sopa dos pobres.
Todos os dias de manhã, ia recolher verduras e legumes na horta, trazia ossos do açougueiro da vila (para aproveitar o tutano) e depois preparava uma substanciosa sopa num grande caldeirão de ferro.
Enquanto a sopa cozia, aproveitava para fazer um exercício devocional individual.
Muitos anos continuou ele nesse serviço e nesta devoção.
Um dia, embora de olhos fechados em prece, percebeu uma luminosidade incomum no ambiente. Abriu os olhos e viu, rodeada por intensa luz, a figura viva do Cristo à sua frente!
Instintivamente Teófilo se prostrou.
Seu coração batia descompassadamente, ameaçando
romper-se de alegria!
Mas seu arrebatamento foi interrompido: a campainha da porta da rua soou estridentemente, eram os pobres!
Teófilo titubeou:
- Oh! Jesus! Como deixar esta revelação pela qual aspirei e esperei a vida inteira.
E que direito têm os pobres de interromper este êxtase sublime?
Ergueu implorativo olhar, mas o Mestre apenas o observava, atentamente.
A campainha tocou outra vez.
Movido pelo dever, o frade suspirou, inclinou-se ante o Cristo e correu à cozinha.
Tomou o caldeirão e a concha e dirigiu-se à porta.
Os pobres já estavam nervosos.
Teófilo os serviu pacientemente, mas ainda estava ansioso e emocionado.
Quando terminou sua tarefa, tornou à cozinha, deixou ali os apetrechos e olhou esperançoso para seu quarto: ainda estava esplendidamente iluminado!
Entrou: Cristo o esperava!
Comovido e jubiloso ajoelhou-se e, então, o Mestre lhe disse:
- Teófilo, Eu me teria ido... Se tivesses ficado...!
Autor desconhecido
Ouça na íntegra o Programa exibido em 16/12/2009!
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