Para refletir!

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome". Mahatma Gandhi

A COMIDA DO MANTO ...

Certa vez, fui a um banquete servido em uma aldeia próxima. Todos estavam convidados. Quando o mestre de cerimônias me viu com um manto esfarrapado colocou-me no pior lugar, longe da grande mesa onde os mais importantes convidados estavam sendo servidos com todas as regalias.
Durante meia hora esperei calmamente. Percebi que o mestre de cerimônias nem passava perto de mim. Então resolvi dar o meu jeito. Saí, fui até minha casa e vesti o meu mais bonito manto combinando com um magnífico turbante ganho de presente de um amigo. Assim adornado, retornei à festa.
Por causa da diferente vestimenta não fui reconhecido e logo fizeram soar as trombetas anunciando que alguém importante acabara de entrar. Após o anuncio fui conduzido pelo mestre de cerimônia a um assento ao lado do Rei.
Logo que me sentei ofereceram-me uma imensa variedade de pratos, um mais bonito que o outro. Não me fiz de rogado. Servi-me e comecei a esfregar comida pelo manto e turbante.
Senti os olhares perplexos dos convidados. O Rei então comentou:
- Estou curioso quanto a esse seu costume à mesa. É inteiramente novo para mim.
Respondi prontamente:
Não é nada demais. O manto e o turbante me fizeram chegar até aqui. O senhor não acha justo que eles ganhem a parte deles?


Texto extraído do livro: “Do Baú do Pai” – A Arte de Contar Histórias
Autor: Ir. José Geraldo Teófilo da Silva
Ouça na íntegra o Programa exibido em 08/01/10!

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